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O projeto “Escola sem Partido” é ruim


Entendo os perigos da educação ideologizada, mas o projeto Escola sem Partido é um projeto mal redigido, que, no afã de tapar um buraco real, termina fechando-o e produzindo um grande monte de esterco.

Concordo que é muito ruim um professor que fique panfletando em sala de aula, fazendo campanha eleitoral e perseguindo alunos que discordam de suas ideias

Só que isso, no meu entender, entra como um elemento a mais no universo de abusos que muitos professores praticam com alunos em sala de aula: perseguição, assédio, agressão, cobranças descabidas, abuso de autoridade, baixa qualidade, fuga da ementa prevista, falta de mínimo empenho, etc.

A campanha eleitoral em sala de aula é algo asqueroso e além de ser aética, toma o tempo precioso da ementa de uma disciplina, que muitas vezes não é coberta, face ao professor perder uma parte significativa da aula, matando-a, contando piadas e outros desvios.

Vamos analisar abaixo ponto por ponto dessa lei.

Art. 2º. São vedadas, em sala de aula, a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades de cunho religioso ou moral que possam estar em conflito com as convicções dos pais ou responsáveis pelos estudantes.

É impossível que isso se aplique a todos. A pluralidade moral e religiosa dos alunos é infinita. Poderá ter, entre os alunos, até adoradores do Diabo. Mesmo na moral mais prevalecente o ensino da evolução das espécies poderá ser interpretado como algo que entre nesse tipo de conflito. Pelo menos com boa parte da ortodoxia católica e evangélica. Esse artigo foi escrito por alguém totalmente ingênuo que considera os pais como constituindo de uma massa homogênea de zeladores das morais e bons costumes.

Art. 3º. No exercício de suas funções, o professor:
I — não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias;
IV — ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito;

Na prática, a neutralidade é impossível e utópica. Há uma diferença entre não neutralidade e doutrinação, há uma contraste entre ter uma opinião e transparece-la por vezes; e a não aceitação do dissenso.

Além disso, há cadeiras, que pela própria natureza, explanam justamente a ideia de algum teórico como Kant ou Nietzsche. Nesse caso, ainda que se possa contestar parte das posições do autor, esse não é objetivo da disciplina. Existirão, por certo, outras disciplinas para contrapor.

É natural que uma cadeira de Marxismo em uma faculdade de Economia seja aplicada por alguém que se simpatize, de algum modo, com as ideias de Marx e o mesmo vale para quem ministra sobre o liberalismo de Adam Smith. Essa isenção absoluta é utópica e infactível.

Art. 6º. As reclamações relacionadas ao descumprimento desta Lei serão dirigidas, sob garantia de anonimato, à Secretaria de Educação, e encaminhadas, sob pena de responsabilidade, ao órgão do Ministério Público incumbido da defesa dos interesses da criança e do adolescente.

Isso é uma centralização estatizante inaceitável. São dezenas de milhares de unidades de ensino. Como seria a gestão disso e com que estrutura organizacional? A Secretaria de Educação ficaria atravancada com queixas de toda ordem, muitas completamente injustas e/ou movidas por perseguições.

Qualquer medida nesse sentido precisaria ser descentralizada unidade por unidade, para a direção de cada escola. Caso a direção da unidade se mostre surda, devem haver canais superiores que agirão junto à cada diretoria, por amostragem e representatividade.

Existem abusos reais em sala de aula e não só de natureza doutrinárias. Deve haver canais de reclamação, abaixo-assinados; para que o aluno possa ser mais escutado. Pode ainda haver uma ouvidoria.

Art. 7º. O disposto nesta Lei aplica-se, no que couber:…
III — aos livros didáticos e paradidáticos;

Isso é impossível na prática pelos motivos expostos acima. Um livro didático sobre Keynesianismo não consegue ser 100% imparcial. Quem escreve um livro sobre ele, tende a gostar um pouco, pelo menos, de suas ideias. E, em relação a livros paradidáticos não pode se aceitar nenhuma espécie de censura. O próprio nome entrega: paradidáticos são os livros de não ficção que podem opcionalmente servir de apoio para um curso, não constituindo em material oficial. Qualquer tipo de restrição seria um tipo de censura inaceitável.

◆ ◆ ◆

Não digo que não se deva fazer algo em relação à doutrinação panfletária nas escolas, que atinge, por vezes, níveis intoleráveis. Até minha filha foi vítima disso no terceiro ano do PH, onde um professor de História fazia abertamente campanha pela Dilma. A matéria que caia no ENEM, por vezes, ficava relegada à segundo plano.

No entanto, a Educação no Brasil padece de problema muito mais sérios, visto que o Brasil não só se posiciona muito mal em relação ao mundo, mas mesmo na América Latina, como o estudo da Unesco demonstrou, o Brasil está longe de cantar de galo.

Só para ficar claro para algum eventual leitor que não me conheça. Não sou mortadela, coxinha, marxista, petista ou vermelho.

Estou apenas aqui fazendo um exercício de bom-senso.

Os 4 cavaleiros do STF que estimulam a impunidade.

Dos 5 ministros que votaram favoravelmente pelo HC do Lula, todos eles se destacam negativamente, com exceção do Celso de Mello.                 

Foram justamente os que votaram ontem pela soltura do então todo poderoso ministro da Fazenda petista Antonio Palocci. 
          
Tudo indica que Palocci foi o grande executivo da ladroagem petista, antes dele passar o bastão para o Guido Mantega. 
Sabemos todos que Lula pode ser a rainha da Inglaterra do esquemão da corrupção, o centro espiritual do famoso slide do PowerPoint do procurador Deltan Dallagnol, mas Lula não tinha condições técnicas para ser o CEO do mega esquema.
             
Os votos desses 4 cavaleiros estão muito previsíveis, quando são votações que favorecem a impunidade de corruptos.
                 
1) Gilmar Mendes

Esse é hors concours. Foi nomeado em 2002 pelo FHC.

Nem vale a pena se aprofundar. Ele era execrado  por todas as correntes ideológicas.
Parte do PT começou a aliviar a pressão quando ele começou a votar de acordo com a vontade dele.
                  
Dentre dezenas de "decisões" questionáveis, ligações perigosas, etc; duas dessas decisões  de Gilmar Mendes marcaram especialmente:

a - Em 2008, Gilmar Mendes soltou o serial estuprador Roger Abdelmassih em 2008, que logo em seguida fugiu para o Paraguai, onde ficou até ser recapturado, por tolice dele.

b - Em 2017 Gilmar Mendes soltou o empresário de ônibus Jacob Barata, envolvido até a medula com o Sérgio Cabral. Lembrando que o ministro foi padrinho de casamento da filha do empresário. Além disso, um dos advogados de Jacob Barata Filho também é advogado de Gilmar Mendes.  Nada disso fez Gilmar declarar-se impedido.           

Recentemente ele monocraticamente mandou o juiz Marcelo Bretas repetir todas as audiência do processo contra seu amigo Jacob Barata. Provavelmente Gilmar está trabalhando para que o tempo passe e a prescrição chegue.

2 - Ricardo Lewandowski

Esse foi nomeado pelo Lula em 2003 e tem boa parte de sua história profundamente ligada ao PT e ao Lula. Foi o voto mais leniente no processo do Mensalão que ocorreu entre 2005 e 2012.

Dentre as várias histórias dele, vale destacar a votação do Impeachment da Dilma. Nesse episódio, Ricardo Lewandowski foi protagonista de
um autêntico e monstruoso monstrengo jurídico:

Em 2016, obrigado a avalizar a votação do Impeachment da Dilma no Senado, Lewandowski, terminou concordando com o Senado no sentido de manter os direitos políticos da Dilma, em flagrante desrespeito ao parágrafo único do artigo 52 da Constituição Federal.

Essa é uma violação constitucional muito mais isenta de possíveis interpretações do que o ministro Celso de Mello alega em relação à frase "trânsito em julgado", presente no artigo 5 da Constituição Federal, em relação ao cumprimento de uma condenação penal após condenação em segunda instância.


3 - Dias Toffoli                

O Dias Toffoli, formado em 1990 é ainda jovem e tem toda a sua carreira ligada à CUT e ao PT. Em 2009, ele foi nomeado como juiz do STF, a mais alta corte do país. Sua nomeação foi chancelada pelo Senado, então com grande maioria governista. 

Seu currículo é bem mais fraco que qualquer um dos seus pares: Foi duas vezes reprovado em concurso para juiz em São Paulo, nunca foi juiz ou procurador, nunca cursou mestrado ou pós-graduação  e não escreveu artigos publicados com mínima relevância.            

Toffoli incrivelmente não se declarou impedido para julgar José Dirceu no mensalão, tendo inclusive sido seu advogado particular em algumas ocasiões. Ele terminou votando pela sua absolvição (que surpresa!), embora Dirceu terminasse condenado. 
              
Ele tem no seu currículo um enorme conjunto de decisões favorecendo seus amigos do PT.

4 - Marco Aurélio Mello

O PT hoje conta com Marco Aurélio Mello como aliado, no contexto de um acordão para salvar tanto Lula como seus adversários.

Houve um tempo que Marco Aurélio de Mello falava mal do PT: O ministro Marco Aurélio Mello em 2012 chegou a falar da quadrilha dos 13, comparando o Partido dos Trabalhadores à máfia italiana e lembrou um discurso em que citou o “fosso moral”

Uma reportagem do Brasil247 mostra como a esquerda não era nada simpática ao ministro Marco Aurélio de Mello, em função desse tipo de declaração.

Essa matéria, citando uma reportagem da revista Época, cita o evento em 2000 que Marco Aurélio de Mello concedeu habeas corpus ao seu vizinho Salvatore Cacciola do luxuoso condomínio Golden Green, acusado de causar um rombo de R$ 1,6 bilhões aos cofres públicos.

A decisão foi monocrática aproveitando-se de sua condição de presidente interino do STF. Cacciola fugiu do país logo em seguida e foi capturado ano depois em Mônaco, em um cassino.

A esquisitice e a atuação errática acompanha a trajetória desse ministro, primo do Collor, e indicado por ele em 1990. Ele é conhecido como "voto vencido" por vários de seus esdrúxulos votos.             

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Em suma, a maioria em votações importantes é extremamente frágil e qualquer mudança na composição do Supremo ou uma idiossincrasia de algum ministro, pode virar a mesa a favor da impunidade para os ricos e corruptos.

Temer e Lula: são diferentes e parecidos

É óbvio que o Temer, duas vezes vice da Dilma, não está tão preocupado como seu país, mas sim com sua pele e, em um ponto menor, com a pele dos seus "amigos".

Muitos dos seus atos têm essa digital: a nomeação da Raquel Dodge como PGR, a nomeação do Fernando Segóvia na PF  e do Alexandre Moraes no STF. 

Lembrando, que, no caso do PGR e da PF, pelo menos os  indivíduos citados são pratas da casa, como manda a lei, portanto fica difícil para essas pessoas destruírem totalmente suas respectivas organizações.  

Não é o caso do STF.


O suspeito de plágio Alexandre Moraes (trecho inteiros do seu famoso livro foram copiados de outra obra) se juntou ao "conservador" liberal Gilmar Mendes, ao bala perdida Marco Aurélio de Mello e aos literalmente petistas Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, e formaram a bancada que solta, estimula a impunidade, faz o corrupto respirar aliviado e agem para  manter o foro e as prerrogativas exageradas do Congresso. 

Falta pouco para tomarem a maioria no STF. 

Mesmo os outros, estão meio amedrontados, basta ver o voto da Carmen Lucia no episódio do Aécio, que mesmo com a gravação onde ele assume candidamente que poderia mandar matar um dos seus se a coisa babasse, continua por aí Senador da República. 

De todos, esse é o maior perigo para o Brasil. Perdermos o que resta de nossa Justiça, que por mais corrompida que seja, ainda tem alguma independência do Executivo. 

Quantos todos inimigos estão de braços dados, temos um adversário invencível, por isso que a Democracia pressupõe a tal independência de poderes.

O Temer é um presidente que obviamente deve para Justiça e que está decretando atos que a violam. É uma loucura que o Brasil funcione dessa forma. É uma completa violação da tal independência.

E muitos brasileiros querem colocar como presidente outro cara que tem contas a prestar com a justiça, o famoso ex-pai dos pobres, Lula.

Estar  na cadeira de presidente e, ao mesmo tempo, haver evidências fortíssimas de crimes comuns pairando sobre o mesmo, são uma combinação para lá de indigesta.


É óbvio que quase qualquer pessoa vai fazer do possível e do impossível para se safar. É da natureza humana. 

Não estou nem culpando, nesse sentido, propriamente o Temer e o Lula. Faz parte do instinto de sobrevivência. Ninguém quer ser presos. Nem se fosse a reencarnação da Madre Teresa de Calcutá. Ela mesma provavelmente iria querer se safar.

Os petistas que ainda apoiam o Lula deveriam refletir sobre isso. Seja de esquerda, vote na esquerda e etc., mas não o Lula, pelo amor de Deus.

Mesmo que o próximo presidente seja ruim e até péssimo, não podemos compactuar para botar na presidência alguém que já estará, creio eu, condenado em segunda instância, e a beira de ser condenado em diversos processos. Alguém que usou uma fundação e palestras fajutas para amealhar dezenas de milhões que trafegaram em suas contas bancárias. 

Pode ser que todos os outros candidatos tenham feito suas tretas, mas enquanto estiver oculto, não é algo tão venal para o país e para o mundo.

Um presidente é o dono da caneta mais poderosa do país e tem o poder de destruir o  último vestígio de independência da Justiça,  fazendo o Brasil trilhar pelo escuro caminho venezuelano, onde a Justiça hoje é apenas um braço do Executivo.

Bato 3 vezes na madeira. 3 não, 30.

Feminismo: a radicalização desgastou o conceito



No início, o feminismo foi um veículo para batalhas muito relevantes.
          
No entanto, essa palavra foi muito desgastada nos tempos mais atuais. Hoje ela também é veículo para ideias radicais e reducionistas, como mansplaining, estímulos à censura ou os exageros do politicamente correto.
             
Por exemplo, recentemente teve o caso do profissional que foi demitido do Google por ousar enunciar declarações perfeitamente razoáveis sobre diferenças biológicas estatísticas entre homens e mulheres.
 

Assim quando alguém hoje usa a palavra “feminismo”, quase todas as pessoas não engajadas no movimento a associam, até erradamente, a essas ideias mais extremadas.

Isso vale também para aqueles que combatem o feminismo como um todo, mesmo nos seus aspectos mais razoáveis.

Muitos são machistas mal disfarçados que generalizam pelo outro lado e terminam arremessando no rótulo “feminismo” toda e qualquer ideia que defenda a mulher. Ou seja, o razoável e o absurdo ficam tudo na mesma caixa das coisas ridículas.

Em suma, feminismo: ame-o ou odeie-o.

Tal filosofia é mais um dos inúmeros exemplos que terminam caindo no velho vício que tem acometido muitas pessoas: A questão do binarismo. Ou algo é totalmente certo ou totalmente errado. Alguém que adota o meio termo hoje termina recebendo flechada de ambos os lados. 


Os conceitos valem muito mais do que um mero rótulo. Afinal, o que é ser feminista e o que é se simpatizar com algumas das causas feministas? É preciso detalhar.  Meros rótulos não dizem nada! Outro sério problema é embalar ideias e conceitos em blocos ou vínculos. O mais comum é supor que aquele que defende ideias feministas necessariamente tem que ser de esquerda e vice-versa.

Só que o cérebro humano é muito complexo para ter que adotar um arcabouço ideológico como um bloco monolítico.

A palavra foi deformada demais pela prática de certas facções do movimento. Como usual, os bons pagam pelos maus. Portanto, há uma questão inconsciente, que não podemos controlar. A palavra feminismo remete logo ao seu pior lado, para muitos.

Infelizmente, não há outra palavra que a substitua adequadamente e abranja a constelação de problemas que a mulher enfrente na maioria das sociedades.
 

Por exemplo, é preciso combater o assédio, particularmente quando se dá de uma pessoa que detém poder sobre outra. No entanto, o enfoque não pode ser tão simplista. Afinal, existe assédio no sentido oposto (ainda que seja menos comum) e existe uma diferença subjetiva entre assédio e paquera. Algumas feministas esticam tanto o conceito de assédio, que, pela conceituação delas, seria impossível que 2 desconhecidos se conhecessem na praia, no trabalho, no bar ou na boate.

Também existe o problema da falta de acesso das mulheres a cargos de chefia, mas nada que se resolva hoje em dia com cotas ou passeatas. É uma questão complexa e de evolução lenta.

Assim, em cada ponto e no geral, só nos resta esclarecer para evitar ser mal interpretado.

Eu, por exemplo, não sou “feminista”, mas defendo “algumas das ideias feministas”. É verboso. São 4 palavras no lugar do 2. É o preço que se paga ao se deparar por uma palavra tão desgastada como “feminista”.

Sei que é um tipo de preconceito, mas que virou praticamente mainstream.

Ninguém mais pode falar a palavra “feminismo” sem evocar segmentos que não necessariamente são atados à palavra.
   
É ruim que a palavra feminista esteja tão desgastada, mas é difícil lutar contra fatos inexoráveis.

Redes Sociais: quando uma mera idiotice vira apocalipse


A explosão das redes sociais no mundo tornou o mundo mais dramático e polarizado.

O ponto de partida foi a tal exposição no MAM de São Paulo apenas para convidados, que, entre outras coisas, exibia um homem pelado deitado no chão, no contexto de uma exposição “artística”.

Um vídeo vazou mostrando uma mãe acompanhada da filha de 6 anos, que  chegava a tocar em 2 partes desse homem.

Algo que antigamente aconteceria quase no anonimato, hoje assume um estardalhaço, como se o mundo fosse acabar nos próximos 5 minutos.


Há internautas dizendo que tudo isso faz parte de um plano maquiavélico para tornar em poucos anos a pedofilia legal. Isso seria um grande projeto da esquerda, que quer destruir a família, para tomar conta de tudo.

                     
Para tornar mais dramático, muitos divulgaram uma imagem, que eu tenho quase certeza que é fake, uma vez que não tem nada a ver com a tal exposição. A tal imagem, como se pode ver, mostra um homem pelado em pé dando a mão para 4 meninas, quase como se fosse um tipo de roda.

Vou dar minha opinião, que, com certeza, irá colidir com a opinião de muitos:


1) Eu jamais levaria meus filhos para ver uma exposição dessa natureza. Não acrescenta absolutamente nada, a não ser confusão, na mente de uma criança pequena. Anda mais sabendo que, em um mundo cheio de maldade, algum dia algum adulto mal intencionado pode tentar molestá-la de verdade. Não pode haver espaço para a criança achar que tocar ou ser tocada por um estranho possa ser algo natural. 

          
2) A mãe que conduz a filha para rodear um homem pelado tocando aqui e ali, deve ser pra lá de pós-vanguarda. Eu só gostaria de ver se como essa mãe “moderna” reagiria se a menina decidisse, por algum desígnio, tocar lá e, pior, se a parte tocada decidisse reagir. 

             
3) Quem diz que esse ato é incitação à pedofilia, está realmente exagerando. Achar que esse ato remotamente incita um adulto a fazer atos sexuais com uma criança é forçar demais a barra. Se assim fosse, a polícia precisaria invadir a casa de muita gente onde, por vezes, os pais aparecem pelados na frente de filhos pequenos.  As paquitas adolescentes da Xuxa na década de 90  aguçavam infinitamente mais a fantasia de um monte de barbados do que um cara nu deitado e imóvel. 

O problema maior, como eu disse antes, é o oposto. Esse tipo de interação, no meu entender, contribui, de forma acumulativa, a acostumar crianças a não temer estranhos, o que é ruim, porque estranhos podem ser perigosos, como todos sabem. 


Muitas pegadinhas lá fora, como essa, mostram como é fácil para um estranho abduzir uma criança pequena, a despeito de todos os conselhos que os pais dão para elas.
                                                              
4) Se chamo isso de arte? Para meu conceito pessoal, não. Acho simplesmente aleatório, como um quadro com um borrão de tinta ou uma lata de excremento. No entanto, arte está nos olhos de quem a vê. Não existe uma linha delimitada clara. Assim, pode haver pessoas que vão encarar isso como arte. Nos olhos dessas pessoas, assim será. Algumas das pinturas rupestres da idade da pedra eram extremamente toscas e poucos deixariam de considerá-las arte, pelo contexto histórico.

           
5) Se eu acho a tal performance artística completamente idiota? Sim, eu acho, mas outros podem não achar. Idiotice também é um conceito relativo.
             
6) O evento era fechado. Menores só entravam com seus responsáveis, que estejam na lista de convidados. Não acho que caiba censura nesse caso, nem na grande maioria dos casos, a menos que exista algo no evento que infrinja a lei. Por exemplo, se tivesse um quadro exposto mostrando sexo entre adultos e crianças, ele pode ser interpretado como uma incitação à pedofilia. Foi, por exemplo, o que aconteceu recentemente com as obras do artista britânico  Graham Ovenden.
                   
7) De fato, a Lei Rouanet não deveria financiar esse evento nem eventos comerciais em geral. Aliás, A lei Rouanet deveria ser totalmente reformulada. Hoje é apenas uma forma de uma empresa fazer Marketing de graça, as custas de queda de receita da federação.
            
8) Se o Itaú patrocinou esse evento, se o Santander patrocinou o outro evento, alguém que queira boicotar esses 2 bancos e continuar com banco privado, só restou o Bradesco, até que o Bradesco decida patrocinar um evento dessa natureza. No Brasil, somos vítimas de um tremendo oligopólio bancário, essa que é a verdade.

Cotas raciais: se é para ter que se evite fraudes

Ainda que eu não apoie cotas raciais, uma vez que existam, é válido que se instale comissões de avaliação da declaração racial, como será feito na UFRGS no Rio Grande do Sul.

É uma prática ruim, que remete aos tempos do Nazismo, mas ainda assim é melhor para os próprios negros e pardos, que veem suas cotas serem dilapidadas por "espertinhos" como as figuras da foto acima.

Infelizmente, o Brasil é o país do jeitinho e as fraudes na autodeclaração de raça são muito grandes.

Os negros e pardos podem sofrer preconceito e discriminação basicamente se apresentarem algumas características físicas típicas do grupo. Seus ascendentes tem muito pouca influência nessa questão, é preciso que se reconheça esse fato.
              
É nítido que uma pessoa, como uma das mostrada acima, ainda que tivesse um avó parda (e provavelmente nem é o caso), nunca sofrerá discriminação racial.


Recibos de Lula para seus macacos de auditório

A defesa de Lula entregou ontem cópias não autenticadas do recibo de Aluguel da cobertura de São Bernardo e uma cópia do contrato de aluguel de Glaucos da Costamarques.

Glaucos, o "beneficiário" dos aluguéis, insiste que não há nenhum contrato e que não recebeu nenhum valor de aluguel. De todo o modo é difícil de provar, porque Lula afirmou que foi tudo pago com dinheiro vivo.

Hoje em dia cópias não autenticadas não significam absolutamente nada. Basta escanear a assinatura de algum papel, tratar um pouco a imagem e inserir em um documento forjado e pimba.

Outra coisa deveras estranha é que o contrato de aluguel não tem firma reconhecida, o que é algo inusitado tratando-se de um documento dessa natureza.

Do jeito que foi, essa "prova" é apenas uma inócua cortina de fumaça para dar material para os sites lulistas alegarem que Lula provou sua inocência.

Para ser uma prova efetiva, a defesa de Lula teria que entregar os originais dos documentos e não cópias não autenticadas. É óbvio que se tratando de recibos e contrato de aluguel em 2 vias, o locatário fica de posse dos originais.

Falsificar o documento original é muito mais difícil, porque a assinatura apresenta traços químicos de caneta, que não conseguem ser emulados por uma impressora. Portanto, seria preciso falsificar a assinatura do Glaucos, o que dificilmente resistiria a uma análise pericial, que olha não só para a forma do traço, mas também para a fluidez, força e velocidade da caneta.

A falsificação direta e detectável seria algo que a defesa de Lula dificilmente faria, porque constituiria praticamente em uma confissão de culpa, além de implicar criminalmente os advogados de defesa.

Só que a coisa é tão tosca, que um dos recibos apresentados vence no dia 31 de novembro de 2015. A reportagem do Lupa  achou dois recibos do mesmo mês. Um que vencia em 30 de junho de 2014 e outro que vencia no mesmo mês, só que em 31(!) de junho de 2014.

Fatos típicos de documentos forjados em massa. Outra omissão e que só se apresentou o primeiro contrato de aluguel de 12 meses, omitindo os contratos seguintes, uma vez que o aluguel se estendeu até 2015.

E o texto é exagerado. Nem parece redigido por advogados. No final do recibo aparece "pelo que dou plena, total e irrevogável quitação". Ridículo para um mero recibo de pagamento de aluguel. Eu já vi plena e total em recibos de aluguel, mas irrevogável é um pouco demais.

E o reajuste anual pelo IGP-M nos recibos foi arredondado de ano para ano, o que não é usual em contratos reais de aluguel. O aluguel começou em R$ 3.500,00 em 2011 (Fev/11 a Jan/12). O IGP-M nesse período foi de 4,527%, o que daria um novo valor de aluguel de R$ 3.658,44, mas foi adotado o valor redondo de R$ 3.660,00 em 2012 (Fev/12 a Jan/13). Depois foi para R$ 3.950,00 em 2013 (Fev/13 a Jan/14), arredondado de R$ 3.949,39. Depois foi para R$ 4.170,00 em 2014 (Fev/14 a Jan/15), arredondado (incrivelmente para baixo) de R$ 4.173,86 em 2014 e, finalmente, foi para R$ 4.300,00 em 2015 (Fev/15 a Jan/16), arredondado também para baixo de R$ 4.335,09. 

Outro fato bizarro é que em 60 meses de aluguel nunca houve uma renegociação para valores de mercado. Na vida real, isso acontece de 30 em 30 meses. Glaucos é um cara muito bonzinho e no último ano de reajuste até abateu R$ 35 do valor calculado pelo reajuste do IGP-M.

O recibo natalino de 2014 teve um erro feio. O valor do recibo ficou R$ 4.170,00,00. Oh, gente apressada.

Mais algumas perguntas que me ocorrem:

               
● Por que demoraram tanto tempo para apresentar os recibos?         
● Por que se tira cópia dos recibos de aluguel e depois se perdem os originais?                
● Por que alguém, em geral, tira cópias de recibos de aluguel? Qual a utilidade disso?                  
● Por que pagar os aluguéis em dinheiro vivo? 
● O dinheiro era em algum momento tirado de uma conta ou se guardava dezenas de milhares de reais em casa?
● Alguém ia no local para pagar o aluguel? A Marisa? Talvez sim, porque ela não pode mais testemunhar.                    
● Tem recibos até de pagamento no Domingo. Como se explica isso?
● Se Marisa não cuidava disso, por que não apresentar a pessoa que pagava os aluguéis?             
● Se alguém vinha buscar o valor do aluguel, quem vinha?          
● Nesse caso, quem recebia a pessoa e repassava o dinheiro? 
● Por que não se olha os registros telefônicos da  pessoa que cuidava disso da parte do Lula, quer seja Marisa ou não?             

Além disso, conforme  o e-Farsas levantou, A Lei do Inquilinato   não permitia alugueis com menos de 30 meses de duração desde o final de 2010. O contrato de 2011, não podia ter sido feito com 12 meses.

Rock in Rio 2017: saldo positivo.




Eu tive ontem (sábado) no Rock in Rio, pela primeira vez na minha vida.

Os organizadores estão de parabéns, de modo geral.

O lugar está bonito e estruturado. As fachadas das lojas ficaram transadas, o palco principal ficou sensacional, com 3 telões gigantes. Criticável só é ter uma estrutura na frente do palco que tapa um pouco a visão das atrações em alguns ângulos, mas 3 telões gigantes de alta definição não deixavam ninguém perder nada do show.

Não vi um único incidente. A lotação também não chegou a incomodar. Havia até drones com leds, vigiando e ornamentando o lugar. Pessoas com cangas deitadas na grama artificial em diferentes pontos até  lembravam o clima de idos festivais, mais românticos. Marcavam presença também áreas de Games, uma roda gigante (com padrões variáveis de azul e laranja, as cores do Itaú) e uma montanha russa. Finalmente, uma tirolesa passavam em frente ao palco principal, proporcionando aos usuários uma vista única.
           
A organização está de primeira. Há bastantes opções de comidas, algumas bem interessantes, como "O melhor pastel do mundo”. Refrigerantes e cervejas circulavam entre as pessoas, só via copos plásticos. Os banheiros funcionaram bem, inclusive no quesito limpeza, embora as mulheres enfrentassem filas grandes. O som estava de excelente qualidade, nada empastelado.
                 
A ida de BRT foi tranquila com um ônibus expresso. Na volta, eles organizaram um longo corredor polonês da saída da cidade do Rock até a estação BRT incluindo uma rampa. Isso foi feito de forma que a caminhada até a estação, cerca de 40 minutos de passos lentos, quase garantia que o tempo final de espera seria mínimo. 
              
Bizarro era eles terem mantido o acesso embaixo da rampa de acesso à estação, o que fazia algumas pessoas se agacharem por baixo da rampa, para acessar outra escada no fundo, que também acessava a estação.
             
Quanto à música, claro, é uma questão de gosto. Além do palco principal, há vários outros palcos menores, com artistas alternativos.
                 
O Skank mandou bem seu recado, como sempre. No meu entender, é um dos melhores conjuntos que surgiram na década de 90 (1991), depois dos principais expoentes do Rock Brasil que vieram nos anos 80 (Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, RPM, Titãs, Barão Vermelho, etc.).
                                                                                         
O cantor Shawn Mendes só agradou alguns dos mais jovens. Para mim, eram músicas lentas e desconhecidas que demoravam a acabar e não ajudaram elevar o clima do festival.
                                                                                                    
A cantora Fergie foi quase pura gritaria, dando vontade de tapar os ouvidos a maior parte do tempo. Teve até alguma dose de demagogia com convidados brasileiros e uma bandeira do Brasil. Por mérito próprio da Fergie, excetuando-se a balada “Big Girls Don’t Cry”, a penúltima do show,  nada se salvou, nem mesmo a música que fechou o show  e a consagrou (I Gotta a Feeling), mas sem a presença do Black Eyes Peas, os intérpretes originais.     
                                                          

Quanto ao Maroon 5, ainda que seja pura música pop comercial sem pretensão de revolucionar a música,  é preciso dizer que o show foi de primeira, levantou completamente o público do início ao fim, com um invejável exibição de energia, hits, interpretação visceral do Adam Levine e boas guitarras. 

Por  exemplo, a música Sugar de 2014, que encerrou o show é supercontagiante. Ela foi divulgada através de um dos vídeos mais vistos do YouTube de todos os tempos (2,3 bilhões de exibições).

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Claro que eu imaginaria atrações musicais mais do meu gosto, mas o público-alvo típico do Rock in Rio não é composto de pessoas como eu.  Em um Rio dentro de um momento de tão baixo astral, sempre dá satisfação ver alguma coisa que funcione bem e ajude a levantar a moral da nossa cidade.

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